Xadrez Político no RN: Renúncias em série podem tirar o PT do governo após 8 anos
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Por Redação TV Olimpo Web 17 de Janeiro de 2026
O Rio Grande do Norte vive um momento de incerteza política sem precedentes. Com a proximidade do prazo de desincompatibilização para as eleições de 2026, o estado se prepara para uma dança das cadeiras que pode resultar em uma mudança drástica no comando do Palácio de Despachos.
O Efeito Dominó das Renúncias
A governadora Fátima Bezerra (PT) já confirmou sua saída em abril para buscar uma cadeira no Senado Federal. No entanto, o que parecia uma transição natural tornou-se um impasse: o vice-governador Walter Alves (MDB) também deve renunciar. A decisão de Alves visa evitar a inelegibilidade, permitindo que ele dispute as eleições proporcionais e mantenha seu capital político para o futuro.
A Eleição Indireta: O Ponto de Virada
Pela legislação, na ausência do Governador e do Vice nos últimos dois anos de mandato, cabe à Assembleia Legislativa realizar uma eleição indireta. É neste cenário que a oposição, composta majoritariamente por partidos de direita e centro-direita, enxerga uma oportunidade de ouro.
Atualmente, o PT articula para eleger um aliado "tampão" entre os deputados, visando manter a estrutura do governo para apoiar a campanha de sucessão. Contudo, a base governista na Assembleia está fragmentada, e nomes ligados à oposição já começam a ganhar força nos bastidores para assumir o governo até 31 de dezembro de 2026.
O Que Está em Jogo?
Se a oposição conseguir eleger o governador temporário, o PT perderá o controle da máquina estadual justamente no período eleitoral mais crítico. Isso poderia impactar diretamente:
As alianças locais para o Senado e Governo.
A execução de projetos e obras de última hora.
O palanque regional para as eleições presidenciais.
Análise TV Olimpo Web
O que vemos no Rio Grande do Norte é um exemplo clássico de como o pragmatismo eleitoral individual (a busca pelo Senado ou Assembleia) pode fragilizar um projeto de poder coletivo. Para os eleitores potiguares, restam meses de intensas negociações nos corredores da Assembleia Legislativa.



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